José Maria Eymael nasceu em 2 de novembro de 1939. Natural de Porto Alegre (RS), é o primeiro dos 7 filhos de João Eymael e Lígia Porto Eymael.
Foi alpinista e jogador de futebol, pelo time Avante Futebol Clube, que ajudou a fundar em sua cidade. Torce para Grêmio e São Paulo.
Casou-se com Isola Selbach Eymael em 1962, com quem teve dois filhos: Maria Teresa (1963) e José Carlos (1966).
Mudaram-se para São Paulo em 1964, onde obteve licença para pilotar avião.
Nas artes, destaca-se seu apreço pela poesia de Castro Alves e pelo clássico sertanejo “Couro de boi”.
Já escreveu um livro. Com o título “Técnicas de organização de congressos e convenções”, a obra foi publicada em 1972.
Cursou o primário (Ensino Fundamental I) no Grupo Escolar Dom Pedro I, localizado no bairro da Glória, em Porto Alegre.
Seu pai conseguiu uma bolsa de estudos para que o filho continuasse seu caminho. Cursou o ginásio e o colegial (Ensino Fundamental II e Ensino Médio) no Colégio Rosário, da rede Marista.
Formou-se em dois cursos universitários: Filosofia (1958-1961) e Direito (1959-1963) pela PUC-RS. Licenciou-se em História Natural, um departamento da Faculdade de Filosofia. Nessa Faculdade, foi presidente do Centro Acadêmico Santo Tomás de Aquino (CASTA). Também presidiu a Federação dos Estudantes Universitários Particulares (FEUP), antes chamada Federação dos Estudantes Universitários Católicos (FEUC). Coordenou uma campanha pelo barateamento do livro didático.
Começou a vida profissional como auxiliar de tipografia, aos 12 anos. Também foi vendedor ambulante.
Tendo se formado em Filosofia, trabalhou como professor. No Direito, exerce a profissão de advogado, especializado na área tributária.
Em 3 de setembro de 1968, fundou a empresa Grunase (Grupo Nacional de Serviços), de Relações Públicas, que atua nas áreas de Comunicação, Marketing e Tecnologia da Informação.
Eymael é profissional de Relações Públicas, registrado no CONRERP sob o número 173, enquanto a Grunase tem seu registro no número 178.
Foi presidente da ABEOC - Associação Brasileira de Empresas de Eventos (antigo nome: Associação Brasileira de Empresas Organizadoras de Congressos), no período 1979-1983.
Em 1961, participou da Campanha da Legalidade, movimento liderado por Leonel Brizola em defesa da posse de João Goulart como presidente da República, após a renúncia de Jânio Quadros. Eymael era líder universitário à época e foi designado para atuar na resistência organizada nas vilas populares.
Foi dirigente da JOC (Juventude Operária Católica), em Porto Alegre. Por meio dela, conheceu a Doutrina Social da Igreja.
Decidiu entrar na política e filiou-se, em 1962, ao Partido Democrata Cristão, no Rio Grande do Sul, atuando na Juventude Democrata Cristã.
Pouco tempo depois, em 1965, assistiu à extinção da maioria dos partidos, incluindo o PDC.
Passou pelos partidos PTB e PDT. Pelo primeiro, candidatou-se a deputado federal em 1982, conseguindo a vaga de suplente.
Em 1985, o Partido Democrata Cristão foi refundado, e Eymael retornou à sua casa. Candidatou-se à prefeitura de São Paulo naquele ano.
É nessa campanha que nasce o famoso jingle, cujo autor é José Raymundo de Castro, alfaiate e compositor de música popular. Não obteve sucesso na disputa, mas no ano seguinte foi eleito deputado federal.
Participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, que elaborou a atual Constituição brasileira. Ficou entre os 15 parlamentares com maior número de propostas aprovadas.
Ofereceu-se para ser candidato à presidência do Brasil em 1989, porém fatores internos e externos ao partido o impediram.
Foi reeleito deputado federal em 1990.
No período após a Constituinte, dois de seus projetos tornaram-se leis:
1) PL 3759/1989: dispõe sobre a profissão de guia de turismo e dá outras providências. Lei n.º 8.623/1993.
2) PL 1370/1991: tira do Banco Central do Brasil e transfere para o Conselho Monetário Nacional a competência de instituir e disciplinar novas modalidades de caderneta de poupança. Lei n.º 9.036/1995.
(Fonte: Câmara dos Deputados)
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) reconheceu a importância do deputado em duas publicações:
1) “A Cabeça do Congresso - quem é quem na revisão constitucional” (1993): está entre os 12 parlamentares líderes de opinião, escolhidos para responderem a um questionário.
2) “Os Cabeças do Congresso Nacional” (março de 1994): é descrito como “um dos parlamentares mais assíduos e dinâmicos do Congresso”. Destacava-se como debatedor e formulador.
Em 1993, por uma decisão equivocada dos dirigentes do PDC, ocorreu a fusão com o PDS, capitaneado por Paulo Maluf. Eymael opôs resistência a esse processo.
Chegou a participar dos partidos PP e PPR (resultado da fusão PDC/PDS).
Tentou a reeleição para deputado federal em 1994, porém sem êxito.
Houve ainda duas candidaturas à prefeitura de São Paulo: uma em 1988 e outra em 1992. Não teve sucesso.
Em 30 de março de 1995, ele e 114 companheiros fundaram o Partido Social Democrata Cristão (PSDC).
No final de 2016, registrou-se em cartório a Fundação Democrata Cristã, que nasceu oficialmente em 30 de março de 2017.
O partido solicitou a mudança de nome para Democracia Cristã (DC) em agosto de 2017 e teve a nova identidade aprovada em maio de 2018.
Com exceção de 2002, quando se candidatou a deputado federal, Eymael disputou a presidência da República de 1998 a 2022.
Também concorreu à prefeitura de São Paulo em 2012.
(Fonte: site da Democracia Cristã)
Deixou a presidência da DC em 29 de julho de 2025 para tratar de questões familiares.