Os poemas aqui presentes foram encontrados em edições do Jornal do Dia (RS), na Hemeroteca Digital, no site da Biblioteca Nacional.
Os poemas aqui presentes foram encontrados em edições do Jornal do Dia (RS), na Hemeroteca Digital, no site da Biblioteca Nacional.
Mãe, és joia que tive a fortuna de herdar
És a estrela que não se apaga ao alvorecer do dia
És a santa do meu coração feito altar
És a fada que não existe só na fantasia
Mãe, és tu o bendito anjo da ternura
A imagem viva da palavra carinho
A suprema tradução da candura
O facho de luz, na escuridão de meu caminho
Mãe, és tu o símbolo do amor eterno
Porque jamais houve na humanidade
Amor tão forte, como teu amor materno
Mãe, contigo, meu viver será imortal alvorada
Jamais te esquecerei, e quando na eternidade
Ainda te direi, como agora: minha mãe adorada!
Virgem Maria, mais do que lírio de tão pura
És tu a luz de minha existência torturada
A fonte onde buscar vou consolo e ternura
O refúgio divino de minh’alma cansada.
Virgem Maria, mais do que a noite de tão linda
É cândida melodia teu nome murmurar
É declamar poesia de beleza infinda
É como descrever na terra o céu, é rezar.
Virgem Maria, que viva eu sempre desejando
Quando morrer, morrer somente em ti pensando
E acordar pouco depois, tendo a ti, ao lado meu.
Virgem Maria, contempla o coração que chora
Escuta minha súplica que tanto implora
Ser também lá no céu, mãe querida, um filho teu.
Meu pai, do fundo do coração nasce uma prece
Que se eleva da terra, até os domínios do céu.
Uma oração onde todo o meu ser te agradece
E minha alma reverencia a bondade de Deus.
Edificaste no templo do lar o altar da vida,
Altar sublime, humano, divino por excelência
Cujo pedestal é a consequência de tua vida
E a imagem eterna, minha própria existência.
Desde os passos incertos dos meus primeiros anos
No iniciar de minha vida, em tua pessoa me deste
Um mestre das virtudes dos corações humanos,
O ser humano que ensinou-me as grandezas celestes.
Mirando o futuro, prevejo então tua velhice,
Mas povoando tua solidão, lá estarei contigo,
Amparando-te como me amparaste na meninice,
Que já vai distante, meu bom pai, meu grande amigo.
Longe da terra contemplando os céus e os astros
Soltos no espaço buscam meus olhos encontrar
Perdidos na poeira das estrelas os rastros
Que teus olhos sonhando lá deixaram ficar
Longe dos céus entre as coisas adormecidas
Embalado na prece do silêncio a cismar
Meu pensamento busca as ilusões perdidas
Que talvez tua alma chorando não pôde guardar
Dentro da noite sussurra a brisa da saudade
Vibram no coração anseios de felicidade
Meu ser adormece murmurando-te um adeus
Distante o pensamento sonha encontrando
O teu pensar perdido somente em mim pensando
E os olhos descobrem reflexos dos olhos teus
Zenite, são teus olhos,
Aos céus da minha vida…
Infinitos são meus sonhos,
Rasgando o espaço inteiro
À busca dos sonhos teus…
Minha vida sem a tua,
É um quadro sem pintura,
Uma obra inacabada.
Súplices, as palavras correm, buscam…
Onde estás, a cada momento,
Na ânsia de poderem, sempre
Habitar nos teus pensares, só meus…
Ou nos laços do futuro, tão nossos…
Bem próximo, o coração percebe,
O sonho que sonhamos tanto,
Minha vida em tua vida, afinal felicidade…